Para Lea T, todo transexual enfrenta o dilema da indefinição de gênero. “É uma questão de identidade. Isso é um problema porque você não vive bem com o seu lado masculino, por isso tenta se voltar para o feminino. Tem que estudar muito, fazer muita terapia. Nós não nos aceitamos como somos embora saibamos no fundo que é só corpo. A esperança é que um dia não exista mais o homem e a mulher, só o ser”, afirma Lea, que recentemente adiou a cirurgia que faria para mudar o sexo para julho.
“Muita transexual diz: ‘eu sou mulher’. Ela não é mulher, ela é ela e quer ser algo que não é. Quer ser a caricatura de uma mulher. O importante não é ter vagina ou pênis, mas sentir-se bem como você é”, continua Lea, que fez recentemente uma cirurgia para aumentar os seios. “Qualquer coisa que você faça no corpo é um trauma. O corpo é a caixa da alma. Particularmente não gosto do meu pênis, mas estou aprendendo a conviver com ele. Por isso, antes de fazer a cirurgia estou amadurecendo a ideia”. (Trexos retirados da entrevista que a TOP deu para o site G1)


Nenhum comentário:
Postar um comentário